13 junho 2018

Arborização de Porto Alegre é tema do Agapan Debate do dia 18


Porto Alegre, durante muitos anos, foi considerada uma das capitais mais arborizadas do Brasil. Atualmente, passa por um momento preocupante em relação à manutenção de suas árvores e, consequentemente, da qualidade do ar que respiramos, entre outros sérios problemas ambientais e de saúde pública. Por esse motivo, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) traz o tema novamente para o debate com a finalidade de estimular a reflexão acerca dos benefícios das árvores para o clima e para a qualidade da vida nas cidades.

Reiteramos a denúncia de que são cortadas, em média, dez árvores por dia em Porto Alegre. Nos últimos 10 anos, foram mais de 30 mil árvores suprimidas e 9.231 troncos arrancados. Somente em 2016, foram suprimidas 4.384 árvores.  Os números de 2017 ainda não foram disponibilizados pelo poder público em função de mudanças realizadas pela gestão municipal. A responsabilidade sobre as podas passou da Secretaria Municipal do Meio Ambiente para a Secretaria Municipal de Urbanismo. Precisamos mudar isso!

Outra constatação preocupante são as podas inadequadas que mutilam e levam nossas árvores a adoecerem e, aos poucos, desaparecerem. A primeira grande luta da Agapan, em 1973, foi justamente para acabar com as podas indiscriminadas, que impediam nossas árvores de florescerem. A partir da sensibilidade do poder público da época, que ouviu e qualificou seu corpo técnico com a ajuda de José Lutzenberger, a beleza natural de nossa arborização foi transformando a fisionomia da cidade. Porto Alegre, durante muitos anos, passou a ser referência em nível nacional, como uma das capitais mais arborizadas e com flores nas diversas estações do ano, refletindo na qualidade de vida de seus habitantes! A luta da Agapan não foi em vão!

Impressão de tela PLCL 002/2018
Infelizmente, com a complacência de várias gestões municipais incapazes de perceber o vital serviço ambiental fornecido pelas árvores, esse cenário está regredindo e Porto Alegre corre sério risco de perder sua beleza arbórea. Na Câmara de Vereadores, ainda tramita (com previsão se ser votado logo) o PLCL nº 002/2018, de autoria do vereador Moisés Barboza, que libera a supressão e o transplante de vegetais em casos de omissão do órgão público responsável. Se aprovado, será um grande retrocesso para Porto Alegre. 


Estamos atentos e continuaremos lutando, com apoio de parte da sociedade consciente, para que a nossa cidade volte a ser conhecida por sua bela arborização.


Agapan Debate contará com especialistas sobre a arborização urbana de Porto Alegre

O Agapan Debate da próxima segunda-feira (18/06) abordará o tema “Arborização Urbana de Porto Alegre”. Promovido pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), o evento é gratuito e acontece a partir das 19h no Auditório da Faculdade de Arquitetura da Ufrgs. Serão palestrantes o ex-secretário de Meio Ambiente da Capital Beto Moesch, consultor ambiental, e o biólogo Flávio Barcelos Oliveira, gerente de Arborização Pública e Urbana da Prefeitura de Porto Alegre até 2017.

Sob mediação da ex-presidente da Agapan Edi Xavier Fonseca, acontecem as palestras "Arborização urbana: um patrimônio ainda não devidamente tutelado", por Beto Moesch, advogado, consultor e professor de Direito Ambiental, presidente da Fundação Ecossis, conselheiro da Agapan. Moesch coordenou a elaboração das leis ambientais do RS, com destaque para o Código Estadual do Meio Ambiente. Foi responsável técnico da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do RS, coordenou a Comissão de Meio Ambiente da OAB/RS, foi vereador de Porto Alegre por três mandatos consecutivos, presidindo a Comissão de Saúde e Meio Ambiente. Ex-secretário do Meio Ambiente de Porto Alegre (Smam), foi dirigente da Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente - Anamma e membro do Conama.

Flávio Barcelos Oliveira vai falar sobre “Porto Alegre das Árvores - Planejamento, Legislação e Competência”. Biológo pela PUCRS, trabalhou 42 anos na Prefeitura de Porto Alegre, onde foi gerente de Arborização Pública e Urbana (na Smam, 1977 a 2017), foi diretor de Administração de Parques, Praças e Jardins, coautor do Plano Diretor de Arborização Urbana de Porto Alegre e do Atlas Ambiental de Porto Alegre (Porto Alegre cidades das árvores). Presidiu a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU) de 2001 a 2003.

A mediação do evento será realizada por Edi Fonseca, ex-presidente da Agapan por dez anos, onde é membro do Conselho Superior. A professora da Rede Pública Estadual e do Município de Viamão é especialista em Geografia. Edi também coordenou a Coleta Seletiva da PMPA, foi analista Ambiental do Programa Pró-Guaíba na área de Educação Ambiental. Foi assessora do Projeto Guaíba Vive.

SERVIÇO:
Agapan Debate
Gratuito
Segunda-feira, dia 18 de junho
19h
Auditório da Arquitetura da Ufrgs

Contatos com a imprensa:
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues
51-99813-1785

17 maio 2018

Homenagens, feira ecológica, artes plásticas e poesias marcaram comemoração dos 47 anos da Agapan

Algumas obras ainda estão disponíveis para aquisições e podem ser visualizadas no catálogo eletrônico.

Fundada em 1971, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) completou 47 anos no dia 27 de abril. O aniversário foi comemorado no dia 28 na Feira dos Agricultores Ecologistas, em Porto Alegre, e no estúdio da artista plástica e conselheira da Agapan Zoravia Bettiol. Na ocasião, foram disponibilizadas para aquisições as obras doadas para a Agapan por mais de 100 artistas plásticos e escritores. Confira, abaixo, a relação dos artistas.

A partir da esquerda: Celso Marques, Ana Valls,  Francisco 
Milanez (presidente), Darci Bergmann e Edi Fonseca
Já tradicional nas comemorações de aniversários da entidade, neste ano a Agapan homenageou mais dois associados que deram preciosas contribuições ao movimento ecológico gaúcho. 
A farmacêutica Ana Maria Daitx Valls Atz e o engenheiro agrônomo Darci Bergmann receberam das mãos dos ex-presidentes Celso Marques e Edi Fonseca as placas com o agradecimento da Agapan. 
Veja mais fotos.

Confira o registro nos vídeos abaixo.


VERSÃO AMPLIADA - Cortesia: Fórmula filmes

Os interessados em adquirir obras doadas por artistas gaúchos para a Agapan e ajudar a entidade a angariar fundos para a construção de sua sede podem acessar o catálogo eletrônico para obter mais informações. As obras estarão disponíveis para retirada até o final de maio no estúdio da Zoravia, situado na rua Paradiso Biacchi, 109, bairro Ipanema, em Porto Alegre. (Necessário agendar visita)

A Diretoria da Agapan registra, mais uma vez, o agradecimento a todos os artistas que, gentilmente, doaram obras de suas autorias, demonstrando desenvolvida consciência social e ecológica, cada vez mais necessárias diante do drástico cenário ambiental que está posto.

Catálogo eletrônico (contatos no final)
(clique no centro da imagem para visualizar em tela cheia)

ARTISTAS
Achutti, Adam Hoffmann, Adriana Donato, Alcy Cheuiche, Alexandra Eckert, Alexandre Brito, Alexandre Copês, Alexandre Pinto, Altair Martins, Ana Mähler, André Venzon, Andressa Lawisch, Ângela Zaffari, Antônio Augusto Bueno, Antonio Vasquez, Arlete Santarosa, Armindo Trevisan, Berenice Fischer, Bianca Santini, Bina Monteiro, Brito Velho, Bruno Borne, Carine Krummenauer, Carlos Pasquetti, Carol W, Cava, Celma Paese, Celo Pax, Celso Gutfreind, Cinthia Moscovich, Claudia Hamerski, Clovis Dariano, Cristiano Sant’Ana, Cristina Ferrony, Danny Bitencourt, Dênis Siminovich, Diana Corso, Dulce Helfer, Edgar Vasques, Eduardo Vieira da Cunha, Emanuel Monteiro, Ena Lautert, Esther Bianco, Fabio André Rheinheimer, Fernanda Valadares, Fredy Vieira, Gabriel Pessoto, Gilberto Habib, Gilberto Perin, Giovani Ngnoatto, Gustavo Assarian, Gustavo Freitas, Gustavo Rigon, Helena d’Ávilla, Helenice Porcella , Heloisa Medeiros, Hô Monteiro, Jaime Cimenti, Jeannine Krischke, Júlio Lima-Appel, Katia Costa, Laura Castilhos, Laura Fróes, Le Braga, Leandro Machado, Leandro Selister, Leopoldo Plentz, Leticia Remião, Lorena Steiner, Lucca Curtolo, Magna Sperb, Marcelo Bordignon, Marcelo Chardosim, Marcos Fioravante, Maria Carpi, Maria di Gesu, Mariana Prestes, Marilice Corona, Mario Pirata, Maristela Salvatori, Mariza Carpes, Marta Loguercio, Martha Reus, Miriam Tolpolar, Moisés Tupinambá, Neca Sparta, Paulo Chimendes, Paulo Porcella, Paulo Scott, Ricardo Silvestrin, Roberta Borges, Roberto Ploeg, Rodrigo Plentz, Rogério Livi, Rosane Morais, Sandra Rey, Sandro Ka, Tabajara Ruas, Téti Waldraff, Theo Felizzola, Tonico Alvares, Victor Hugo, Vivian Lockmann, Walter Galvani, Walter Karwatzki, Wilbert, Xadalu, Zoravia Bettiol, Zupo.

Fonte: Imprensa Agapan

30 abril 2018

"Se não há informação, as pessoas podem estar se intoxicando sem saber."

"Essa informação (da qualidade do ar) é importante para orientar a tomada de medidas para resolver ou diminuir o problema que existe. Se não há informação, as pessoas podem estar se intoxicando sem saber."
Declaração do presidente da Agapan, Francisco Milanez, publicada no jornal Zero Hora de hoje (30) a respeito do sucateamento dos equipamentos de monitoramento da qualidade do ar de Porto Alegre.

Reprodução Zero Hora digital
Reprodução Zero Hora digital


27 abril 2018

Feliz aniversário para todos!

Artigo publicado pelo jornal Correio do Povo​ hoje, 27, aniversário da Agapan.




Clique na imagem se precisar ampliar.

26 abril 2018

Venha conosco defender Porto Alegre do arboricídio

Participe hoje. Porto Alegre não pode involuir.

Imagem: internet

Em defesa da vida, hoje (26) estaremos na Câmara de Vereadores de Porto Alegre enfrentando o projeto de lei que incentiva o aumento de supressões de árvores na capital gaúcha. O ataque à qualidade de vida dos moradores da cidade avança através do PLCL nº 002/2018, de autoria do vereador Moisés Barboza.


Participe conosco da audiência pública às 19h na Câmara de Vereadores (Plenário Otávio Rocha).

Agapan: em defesa da vida e contra o arboricídio.

24 abril 2018

Agapan comemora aniversário e disponibiliza obras de arte para aquisições

A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) completará 47 anos nesta sexta-feira (27). Para comemorar o aniversário, a instituição disponibilizará para venda as obras doadas por mais de 100 artistas que participaram da mostra É Vida! Agapan. A exposição, com curadoria de André Venzon, ficou instalada no Museu de Artes do Rio Grande do Sul (Margs) de 6 de outubro a 15 de novembro de 2016.
Entre os artistas visuais e escritores que contribuíram com a entidade ecológica, estão nomes como Brito Velho, Alcy Cheuiche, Zoravia Bettiol e Ricardo Silvestrin. Todos aceitaram o convite para colaborar com a causa da entidade fundada em 1971 e que tem se mantido sempre atuante através de trabalhos 100% voluntários. Os recursos arrecadados com a venda serão destinados à construção da sede da Agapan.

As obras, todas no formato 30 x 30 cm, estarão disponíveis para aquisições a partir das 14 horas do próximo sábado (28) no estúdio da artista plástica Zoravia Betiol pelo valor unitário de R$ 200,00. O valor poderá ser parcelado em até 3 vezes nos cartões de crédito Visa e Master. O estúdio está localizado na rua Paradiso Biacchi, nº 109, bairro Ipanema, em Porto Alegre (RS). O evento estará aberto para associados e simpatizantes da Associação, assim como para interessados em adquirir as obras.

Veja, abaixo, o catálogo eletrônico. (Obs.: Não serão aceitas reservas) Evento no Facebook.

Homenagem

Às 19 horas inicia a programação de homenagem aos 47 anos da Agapan e a entrega de congraçamentos a associados que contribuíram com a entidade ao longo desse período.

O fundo musical ficará por conta do DJ Daison Teixeira. Serão servidos, por adesão, chope artesanal Milonga, pizzas em fatias (com opções vegetarianas) e o famoso Pudim da Zuzu.

Catálogo (clique no centro da imagem para visualizar em tela cheia)

17 abril 2018

Vida ameaçada pela mineração é tema de mobilizações em Porto Alegre

A mineração é a bola da vez. Enquanto o governo e os deputados gaúchos forçam a flexibilização das leis, com o pretexto de agilizar o licenciamento ambiental, empresas mineradoras, inclusive estrangeiras, chegam nas prefeituras, escolas e associações comerciais com projetos favoráveis à exploração de minérios, como chumbo, zinco, titânio e zircônia. Na região de Caçapava do Sul, por exemplo, há indícios também da existência de ouro e cobre, que atraem empresas como a Iamgold Brasil, canadense, e a Votorantin Metais Holding, brasileira. A população atingida por esses empreendimentos tem se mobilizado e busca alternativas mais sustentáveis para suas comunidades, como o turismo, a gastronomia e a arte. 

Com o propósito de defender a preservação de suas comunidades, vocações e culturas, mais de 150 pessoas, entre moradores das comunidades de Palmas, distrito de Bagé, e de São José do Norte, no extremo sul, entre o Oceano Atlântico e a Lagoa dos Patos, estiveram no dia 9 de abril em Porto Alegre para buscar apoio e chamar a atenção para os riscos ambientais e sociais que esses empreendimentos oferecem. Elas participaram, à tarde, de uma audiência pública na Assembleia Legislativa e, à noite, do Agapan Debate, realizado no auditório da Faculdade de Arquitetura da Ufrgs. O evento foi promovido pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), que neste mês completa 47 anos de ambientalismo 100% voluntário. 

Sob a mediação de Francisco Milanez, presidente da Agapan, os professores e pesquisadores Jaqueline Durigon e Caio Floriano dos Santos, ambos da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), palestraram sobre o Projeto Caçapava do Sul: a vida no Pampa em risco, e sobre a Mineração em São José do Norte: para quê e para quem? 


BIODIVERSIDADE AMEAÇADA 

Jaqueline Durigon é bióloga, doutora em Botânica pela Ufrgs. Atualmente, é professora adjunta da Furg, representando a universidade no Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã, que abrange 28 municípios da região. Já o oceanógrafo Caio Floriano dos Santos é mestre em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental, doutor em Educação Ambiental e professor substituto na Furg no curso de Gestão Ambiental do Campus de São Lourenço do Sul. 

Antes de iniciar sua apresentação, Jaqueline citou, como encaminhamento da audiência pública, realizada à tarde, o agendamento de uma reunião técnica com o Ibama e a Fepam, com participação popular e das universidades, para apresentar planos de estudo sobre o zoneamento ecológico, que define o uso dos territórios do Estado. 

Sobre o Projeto Caçapava do Sul, na Bacia Hidrográfica Rio Camaquã, Jaqueline lista uma série de deficiências do Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima), cujas críticas foram encaminhadas pelos moradores ao Ministério Público Estadual e Federal e à Fepam, denunciando, entre outras coisas, a ausência de um plano emergencial no caso de acidentes e a inexistência de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad). Para Jaqueline, os projetos afetam áreas importantes da biodiversidade, prioritárias para a conservação, com espécies endêmicas sendo descobertas, muitas já entrando na lista de espécies ameaçadas de extinção. 

“Setores da economia, como a mineração, estão se sobrepondo a mecanismos de regulação e a interesses sociais”, lamenta Jaqueline, ao citar, a partir de 2015, a ocupação pela Votorantin de espaços públicos, promovendo eventos nas praças e exibindo vídeos nas escolas. “Apesar de toda a sedução por parte da empresa, há grande pressão popular contra esse projeto”, reforça Jaqueline, ao destacar o apoio da universidade no incentivo à pecuária familiar, por exemplo, aliada à conservação dos campos nativos, investimentos que fortalece o turismo na região. 


BANHADO É ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE 

No outro lado do Estado, entre o litoral e a Lagoa do Peixe, o Banhado do Estreito, em São José do Norte, está ameaçado pelo projeto de mineração Retiro. A resistência dos moradores da região foi apresentada por Caio Floriano dos Santos, na palestra Mineração em São José do Norte: para quê e para quem? 

Caio conta que o projeto Retiro iniciou na década de 90, e sua importância oscilou no decorrer dos anos, até 2014, quando foram realizadas duas audiências públicas, em Rio Grande e em São José do Norte, “com a população em massa se posicionando contra a instalação da mineradora”. 

“Só vejo desastre e tragédia”, diz Dinarte Coelho Amorim, morador de São José do Norte. “Não vamos esmorecer, vamos atrair mais pessoas para ajudar”, anuncia. Também moradora de São José do Norte, a agricultora Elisete Amorim analisa o “desrespeito ao nosso Criador. Fazemos parte desse ambiente e temos que protegê-lo, buscando fortalecer o potencial turístico com mínimo impacto, conciliando as funções de artesão, agricultor e pescador”, sugere. 

“A mineração é uma faca na cabeça o tempo todo”, diz a moradora de Palmas, Vera Collares, ao defender a união das comunidades. Já a advogada Ingrid Birnfeld questiona o EIA-Rima do Caçapava do Sul, feito pela própria empresa, e diz acreditar no arquivamento do Projeto. “Precisamos iniciar um novo projeto que empore as comunidades e preserve esse que é um dos 24 territórios montanhosos do Estado, áreas de Preservação Permanente”, defende. 

“Povo gaúcho, não deixe acontecer isso aqui”, conclamou Péricles Massariol, natural de Colatina, no Espírito Santo, um dos municípios atingidos pelo rompimento da Barragem de Mariana, Minas Gerais, há dois anos. Em Porto Alegre, onde mora há quatro anos, Péricles conta que sua família vive em Colatina, resistindo a toda dor da destruição causada por Mariana. 

No ano em que comemora 47 anos de fundação, a Agapan participa da Feira Ecológica do Bonfim nos segundos sábados de cada mês. O espaço reúne muito bate-papo sobre as lutas ambientais, atuação 100% voluntária, e venda de camisetas para a construção da sede da entidade. “Importante a adesão de mais pessoas e suas contribuições para a causa ambiental, que é de todos”, convida Heverton Lacerda, vice-presidente da Agapan, ao anunciar para breve, nas redes sociais, o vídeo do Agapan Debate sobre as ameaçadas da mineração no Estado. 

A Agapan completa 47 anos de fundação (27/04/1971) e comemora no dia 28, sábado, no Ateliê da artista plástica Zoravia Bettiol, com exposição e venda de telas de artistas gaúchos, que doaram suas obras para a reconstrução da sede da Agapan, destruída em 2006, e aceita doações. 

Veja mais fotos do evento aqui
Acesse (em breve) aqui ao vídeo do Agapan Debate do dia 9 de abril. 

Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues 
51-99813-1785

15 março 2018

Riscos da mineração no Pampa é tema do primeiro Agapan Debate deste ano

Uma das atividades que mais impacta e representa riscos constantes de desastres no meio ambiente, a mineração de metais pesados é o foco principal do evento Agapan Debate que será realizado no próximo dia 9 de abril, às 19h, no auditório da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). O evento é promovido pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e conta com o apoio da Universidade e da Assessoria de Gestão Ambiental (AGA) da Ufrgs. 
Diante da possibilidade de projetos de mineração serem instalados no bioma Pampa gaúcho, a Agapan realizou neste ano duas viagens para verificar de perto as situações de Palmas, distrito de Bagé, na região da Campanha, e São José do Norte, localizada no extremo sul do RS, entre o Oceano Atlântico a Lagoa dos Patos. A Diretoria da Associação, que viajou acompanhada de associados e interessados no tema, conversou com representantes das comunidades e lideranças locais. 
Para aprofundar o conhecimento sobre a questão e ampliar esse importante debate, a Agapan convidou as comunidades visitadas para participarem desta edição do Agapan Debate. 
As palestras técnicas serão apresentadas pelos pesquisadores Jaqueline Durigon e Caio Floriano dos Santos, ambos da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). 

Confira mais detalhes.

15 janeiro 2018

Comunidade gaúcha luta pela preservação do rio Camaquã

Ambientalistas da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) se integram às iniciativas em defesa do patrimônio ambiental de Palmas, localizada em Bagé, na região da Campanha do Estado Rio Grande do Sul (RS)


Formação rochosa localizada entre os municípios de Lavras do Sul e Bagé, às margens do Rio Camaquã [30º 51'56.84''S e 53º 42'36.29''W], serviu de palco para a fotografia do grupo. Ao fundo, uma ampla vista representativa do Bioma Pampa.

Após ficarem sabendo, há pouco mais de um ano, sobre a intenção de uma empresa de instalar uma mina de metais pesados nas proximidades do rio Camaquã, as irmãs Márcia e Vera Colares, que residem em Bagé e têm propriedade rural em Palmas, abraçaram a árdua missão de agregar forças para defender os patrimônios ambiental e cultural da terra onde nasceram e vivem até hoje.
"Nós temos essa visão coletiva de que a mineração não combina com as nossas atividades aqui da região", diz Vera. "Como vamos manter a qualidade dos nossos produtos sustentáveis se começarem a contaminar com chumbo o Camaquã e as nossas propriedades", questiona.
A bacia hidrográfica do rio Camaquã, pertencente à Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas, está localizada na porção central do RS. Com uma área de cerca de 21.657 km², abriga uma população estimada de 356 mil habitantes e é uma das mais preservadas do estado. Com 28 municípios inseridos em sua bacia hidrográfica, o rio Camaquã tem aproximadamente 430 km de extensão. (Fonte: Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã)

A ameaça que já está tirando o sossego dos moradores do local, mesmo sem ter ainda conseguido a licença prévia de instalação e operação, tem nome e nacionalidades. O projeto Caçapava do Sul é gerido pelas empresas Nexus Resourses, com escritórios em Luxemburgo, Nova Iorque, Peru e Brasil, e pela canadense Imgold (I am gold, "Eu sou ouro", em Português).

A consciência das moradoras de Palmas e vizinhança, que contam com o apoio de diversas entidades e alguns parlamentares e prefeitos de cidades da região central do RS, reflete os princípios indicados para a prática do desenvolvimento sustentável. "Antes mesmo de [sustentabilidade] ser um termo usual, os nossos avós já agiam dessa forma", afirma Marcia Colares, que salienta a forma respeitosa com que a flora e a fauna locais sempre foram tratadas.

Agapan visita locais ameaçados e se integra à luta pela preservação
No dia 13 de janeiro (sábado), uma comitiva da Agapan, formada por membros da Diretoria, do Conselho Superior e colaboradores da entidade, saiu de Porto Alegre rumo a Palmas para encontrar as irmãs Colares e conhecer de perto o local ameaçado pelas mineradoras. 

12 janeiro 2018

Agapan visitará região ameaçada por mineradora no Pampa gaúcho e leva apoio à população

Denominado Projeto Caçapava do Sul, empreendimento de mineração da Votorantim Metais (Nexa Resources) pretende explorar cobre, zinco e chumbo em mina a céu aberto e coloca em risco a bacia do rio Camaquã.
Em uma área de 21.657 km², a Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã estende-se por 28 município gaúchos, onde residem 356 mil habitantes, conforme dados do Comitê de Gerenciamento da Bacia. 




Com o objetivo de intensificar a luta em defesa do bioma Pampa, em especial a bacia do rio Camaquã, comunidades, fauna e flora da região, integrantes da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) embarcam em Porto Alegre neste sábado (13) rumo à Palmas, localizada na região da Campanha gaúcha.