16 setembro 2019

Apedema divulga nota pública sobre o caso Comam e convoca eleição de conselheiros

A Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul (Apedema-RS) divulgou, na noite deste domingo (15), uma nota pública sobre o caso envolvendo o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre (Comam), o qual sofreu interferência de ex-secretário da pasta do Meio Ambiente no processo de escolha de entidades que compõem o Conselho.

A nota relata que algumas entidades que integram a Assembleia "ajuizaram a ação civil pública nº 9039978-70.2017.8.21.0001, perante a 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, contra a intervenção na eleição das entidades praticada pelo ex-secretário da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Maurício Fernandes da Silva, na qual, segundo o Poder Judiciário, 'seguros são os indícios de ofensa à moralidade administrativa' na atuação do ex-secretário".

Confira aqui a íntegra da nota no site da Apedema. (Versão PDF)

Apedema convoca eleição para entidades ecológicas comporem o Comam
Eleição será realizada no dia 25 de setembro de 2019, na sede da OAB/RS.

A entidades ecológica interessadas em compor o Conselho Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre poderão se inscrever até o dia 20 de setembro de 2019, através do e-mail eleiçãoapedemars@gmail.com. Confira mais detalhes no edital.


09 setembro 2019

Mortandade de abelhas é tema do Agapan Debate do dia 16 na Ufrgs

Clique na imagem para ampliar o cartaz.
O vertiginoso aumento da mortandade de abelhas nos últimos anos tem preocupado a sociedade e intrigado pesquisadores, cientistas e agricultores. A enigmática previsão atribuída ao renomado cientista Albert Einsten de que a humanidade teria apenas quatro anos de existência na Terra caso as abelhas viessem a desaparecer começa a ter sentido para alguns. Mas o que sabemos sobre isso e, principalmente, por que as abelhas estão morrendo?

É a partir dessa questão que será realizado o Agapan Debate do próximo dia 16, no auditório da Faculdade de Arquitetura da Ufrgs, em Porto Alegre. O objetivo é discutir a respeito do tema e apontar caminhos para que o problema possa ser encarado com a seriedade e a urgência que a questão exige. Para isso, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) convidou os engenheiros agrônomos Sebastião Pinheiro e Nadilson Roberto Ferreira, que debaterão com o público presente sob mediação da conselheira da entidade e farmacêutica Ana Maria Dait Valls Atz. O Agapan Debate tem entrada gratuita e inicia às 19h.

Com o tema “Cuidem-se: nitrosoanima não é nitrosamina. O fogo volta a arder”, o engenheiro agrônomo, professor, escritor e pesquisador Sebastião Pinheiro, chama a atenção para ameaças que rondam a sociedade, a partir da liberação de diversos agrotóxicos. Sebastião Pinheiro é ativista científico em agricultura saudável, cromatografia de Pfeiffer e agroecologia camponesa. É técnico agrícola pela Unesp, Jaboticabal/SP, 1967; engenheiro agrônomo pela Universidad Nacional de La Plata (UNLP), 1973. pós-graduado em Engenharia Florestal, na Escola Superior de Bosques, UNLP, Argentina, 1975. Foi delegado brasileiro no Codex Alimentarius das Nações Unidas em Haia, na Holanda. Pós-graduado em Toxicologia, Poluição Alimentar e Meio Ambiente na Bundesanstalt für Getreide-, Kartoffel- und Fettforschung (BAGKF), Alemanha, 1983. Investigou em Tucuruí o uso clandestino de herbicidas (Agente Blanco e Agente Laranja), em 1985.

Sebastião Pinheiro é autor e coautor de diversas publicações: “Agente Laranja em uma República de Banana”, “Biotecnologia: muito além da revolução verde” (por Henk Hobbleink, tradução e contribuição), “Agricultura Orgânica e Máfia dos Agrotóxicos no Brasil” (em parceria com Dioclecius Luz e Nasser Youssef Nasr); “Ladrões de natureza”; “Saúde no solo versus Agronegócios”. Traduziu de “Panes de Piedra” de Julius Hensel e “Húmus” de Selman Waksman. Em 1990, inicia os trabalhos na Universidade Federal do RS (Ufrgs) na Pró-Reitoria de Extensão Universitária e posteriormente no Núcleo de Economia Alternativa da Faculdade de Ciências Econômicas, como enlace com os movimentos sociais (MPA, MST, MMC e outros) até sua aposentadoria.


POLINIZAÇÃO

Já com o título “Abelhas e polinização: do ser ao não ser”, o também engenheiro agrônomo Nadilson Roberto Ferreira, ex-coordenador da Câmara Setorial das Abelhas Produtos e Serviços do Rio Grande do Sul, da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), onde é servidor.

Natural de Pernambuco, com graduação em Engenharia Agronômica pela UFRPE, fez Mestrado (Ecologia de Campo) e Doutorado (Polinização) pela Ufrgs, com coorientação da PUCRS. Com 18 anos de convivência no Sítio Harmonia/PE, praticando permacultura, agrofloresta (agricultura sintrópica), apicultura e meliponicultura, Nadilson presidiu a ONG AMAGravatá/PE por duas gestões (quatro anos).

Foi consultor de Produção Mais Limpa; diretor de paisagismo e ecologia (duas gestões Gravatá-PE); membro dos Amigos da Terra e EconciênciaRS; consultor em Ecodesign/Gaia Education: dimensão social, econômica, ecológica e visão de mundo, além de oficineiro e ministrante de cursos em meliponicultura nas secretarias de Educação e de Meio Ambiente da Prefeitura de Porto Alegre. Também ministrante de cursos e palestras na Ufrgs/ UCS/Embrapa/Emater/RS-Ascar/Anama/Econciência/Amigos da Terra. Escreveu o livro “Manual de boas práticas para a criação e manejo racional de abelhas sem ferrão no RS” (EDIPUCRS – Ed. Esgotada).

O Agapan Debate é promovido pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural. A Faculdade de Arquitetura da Ufrgs, que sediará a atividade, fica na rua Sarmento Leite, 320, em Porto Alegre.

Assessoria de Imprensa da Agapan
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues
51-99813-1785
Instagram: @agapan1971

22 agosto 2019

Em audiência pública, gaúchos gritam não à megamineração

Estimulados pela grande mobilização da sociedade civil que está se articulando para evitar mais um retrocesso socioambiental no estado, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal promoveram a audiência pública desta terça-feira (20) em Porto Alegre. Diversos integrantes das mais de 100 entidades que compõem o Comitê de Combate à Megamineração no RS, movimento criado em junho deste ano, usaram o tempo individual de três minutos de fala para apontar parte dos inúmeros problemas e incongruências do projeto que busca autorização do Estado para se instalar. Especialistas convidados apontaram falhas do Estudo de Impacto Ambiental e riscos para a saúde, desabastecimento de água para milhões de pessoas, poluição do ar, impactos na flora, fauna e extermínio da produção de arroz orgânico que gera empregos e abastece a capital com alimento livre de agrotóxicos.

Confira mais informações no site RS em Risco, do Comitê de Combate à Megamineração no RS.

24 julho 2019

Debate sobre Megamineração atrai público interessado em tema que está preocupando os gaúchos

Nem o tempo chuvoso afastou quem está buscando informações relevantes sobre o assunto

O segundo Agapan Debate deste ano, realizado no dia 23 de julho no auditório da Faculdade de Engenharia Mecânica da Ufrgs, teve como tema central "Megamineração - Impactos na Saúde, na Economia e no Meio Ambiente".

Para debater a questão, que está gerando grande mobilização no Estado em função de projetos que estão solicitando licenças para serem instalados no território gaúcho, a Agapan convidou o médico Carlos Nunes Tietboehl Filho, associado da entidade, e o auditor fiscal da Receita Estadual do RS João Carlos Loebens. Confira mais detalhes sobre os palestrantes aqui.

Lâmina apresentada pelo palestrante
Tietboehl falou sobre "As doenças respiratórias causadas pela extração e queima do carvão mineral". O pneumologista destacou algumas consequências que podem ser geradas pela atividade de mineração como alterações climáticas, danos materiais e à propriedade, degradação da qualidade do ar e efeitos sobre a saúde humana, doenças agudas, crônicas e neoplasias. Durante a extração do carvão, são liberados material particulado (PM10 e PM2.5), contendo cristais de sílica, Dióxido de Carbono (CO2) - blackdamp, Metano (CH4) - firedamp, e Dissulfeto de hidrogênio (H2S). O especialista em Medicina do Trabalho e em Toxicologia Aplicada ainda alertou para as doenças associadas ao processo de extração de carvão mineral, como as pneumoconioses (silicose), doenças crônicas como a bronquite e a enfisema, doenças cardiovasculares isquêmicas, e neoplasias como o câncer de pulmão.
    
Diretor de Cidadania e Educação Fiscal do Instituto de Justiça Fiscal (IJF), Loebens iniciou sua apresentação falando sobre a função social dos tributos e instigando a plateia do auditório lotado da Faculdade de Engenharia Mecânica com questões como "Mineradoras trazem benefícios ao Estado?", "Mineradoras trazem custos ao Estado?", "Mineradoras trazem benefícios à sociedade?" e "Mineradoras pagam Impostos?". 
Sob o título já bastante revelador "A mineração que empobrece o Brasil", o auditor fiscal seguiu uma linha de explanação que abordou temas como a também polêmica política de renúncias fiscais, Lei Kandir, créditos de ICMS para exportações, isenções de impostos sobre rendas advindas de lucros e dividendos entre outros pontos. 
Clique na imagem para ampliar
Em relação às isenções tributárias para o setor de mineração no Brasil, o especialista apresentou dados de 2013 do Ministério de Minas e Energia (tabela abaixo) que indicam que o setor recebe imunidade tributária em relação ao PIS/PASEP e Cofins para os casos de exportações do minério brasileiro, assim como a não incidência de ICMS, o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços que gera receita para o estado e os municípios explorados pelas mineradoras. 

Confira a íntegra das palestras no vídeo com a gravação do evento que estará disponível, em breve, aqui.
Apresentações (lâminas) dos palestrantes.


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Esta edição do Agapan Debate teve o apoio institucional do Comitê de Combate à Megamineração no RS, iniciativa de defesa dos interesses do povo gaúcho que já conta com mais de 80 entidades e centenas de apoiadores em todo o estado. Conheça e curta a página do Comitê no Facebook e apoie essa campanha em defesa dos interesses e da qualidade de vida dos gaúchos.
A luta ambiental continua, e não estamos sozinhos. Junte-se a nós!

19 julho 2019

Nova Diretoria comandará a Agapan até 2021

Além de dar continuidade às atividades de proteção ambiental, durante o mandato os dirigentes vão organizar a comemoração dos 50 anos da Associação fundada em 1971

Reconduzidos à Presidência e Vice-Presidência da entidade, respectivamente, o biólogo e arquiteto Francisco Milanez e o jornalista Heverton Lacerda continuarão na Diretoria da Agapan durante o biênio 2019/2021. Para os cargos de Secretário Geral e Primeiro Tesoureiro foram eleitos, nesta ordem, o veterinário Péricles Boechat Massariol e a professora Maria de Lourdes Gomes Pedroso. A bióloga Simone Portela de Azambuja também permanece no cargo de Segunda Tesoureira.
A assembleia eleitoral foi realizada no dia 18 de julho na sede do Sindicato dos Engenheiros do RS, em Porto Alegre. Na ocasião, também foram eleitos os membros do Conselho Superior e do Conselho Fiscal da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan). Confira os nomes abaixo.

Conselho Superior:
Adriane Bertoglio Rodrigues
Alberto Pretto Moesch
Alfredo Gui Ferreira
Alfredo Aveline
Ana Maria Daitx Valls Atz
Darci Barnech Campani
Edi Xavier Fonseca
Eleara Maria Manfredi  
Gerson Almeida
José Celso Aquino Marques
José Renato de Oliveira Barcelos
Leonardo Melgarejo
Lívia Picinini
Paulo Renato Menezes
Roberto Rebés Abreu
Sandra Jussara Mendes Ribeiro
Sebastião Pinheiro
Silvio Guido Fioravanti Jardim
Ymara Menna Barreto
Zoravia Bettiol 

Conselho Fiscal:
Ana Lúcia Vellinho de Dangelo
Fabrizia Bueno
Miriam Ângela Löw

18 julho 2019

Agapan Debate impactos da Megamineração


Megamineração - Impactos na Saúde, na Economia e no Meio Ambiente é o tema do Agapan Debate da próxima terça-feira (23/07), às 19h, no Auditório da Cúpula Central da Engenharia Mecânica da Ufrgs. Haverá palestra do pneumologista Carlos Nunes Tietboehl Filho, sobre “As doenças respiratórias causadas pela extração e queima do carvão mineral”, e do auditor fiscal da Receita Estadual do RS, João Carlos Loebens, sobre “A mineração que empobrece o Brasil". A mediação do debate é do jornalista e vice-presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), Heverton Lacerda. 

Carlos Nunes Tietboehl Filho é mestre e doutor em Pneumologia e especialista em Medicina do Trabalho (Ufrgs) e em Toxicologia Aplicada (PUC/RS). Trabalhou como pneumologista no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (Ufrgs), no Hospital Sanatório Partenon (SES-RS) e no Serviço Social da Indústria (Sesi-RS). Atualmente coordena a Comissão de Doenças Ocupacionais e Ambientais da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). 

João Carlos Loebens é auditor Fiscal da Receita Estadual do RS, formado em Administração de Empresas pela Unisc, mestre em Administração e Gerência Pública pela Universidade de Alcalá/Espanha, doutorando em Economia e atualmente diretor de Cidadania e Educação Fiscal do Instituto de Justiça de Fiscal. 

A Cúpula Central da Engenharia Mecânica da Ufrgs fica na rua Sarmento Leite, 425, e o auditório tem entrada pelos fundos. 

Assessoria de Imprensa da Agapan 
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues 
51-99813-1785 

Instagram: @agapan1971

05 julho 2019

Na luta | Queremos audiência pública em Porto Alegre para debater a Mina Guaíba

Reprodução Correio do Povo [05/07/2019]
Ontem (4), no âmbito do Comitê de Combate à Megamineração no Rio Grande do Sul (CCM_RS), realizamos uma manifestação em frente à sede da Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental), em Porto Alegre (RS), para somar às diversas manifestações que chegaram ao órgão ambiental estadual exigindo a realização de uma audiência pública na capital gaúcha para debater o projeto Mina Guaíba, da empresa Copelmi Mineração Ltda.

Desde que lançamos o CCM_RS em conjunto com outras 50 entidades no dia 18 de junho, o movimento tem crescido e recebido adesões de dezenas de entidades e apoio de muitas pessoas interessadas em defender um melhor projeto para o estado, iniciando por evitar que um modelo ultrapassado, perigoso e extremamente poluidor de geração de energia se instale por aqui. Atualmente, somos mais de 80 entidades - ambientalistas, sindicais e movimentos sociais - e contamos com milhares de apoiadores de dentro e de fora do estado. É através desses apoios que conseguimos enviar milhares de e-mails à direção da Fepam para marcar o interesse dos moradores de Porto Alegre em debater o projeto Mina Guaíba (processo administrativo 6354-05.67/18-1).

Também no dia 4, protocolamos na Fepam o ofício do CCM/RS (001/2019) que registra mais uma solicitação de audiência pública, somando-se às diversas solicitações, no mesmo sentido, expostas na audiência pública realizada no dia 27 de junho, na cidade de Eldorado do Sul, e nos ofícios encaminhados pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural, Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais e União Pela Vida, com data de 19 de março de 2019, assim como o ofício 00833.00011/2019, do Ministério Público do RS, em conjunto com o Ministério Público Federal, de dia 4 de abril de 2019, e o processo administrativo 6354-05.67/18-1, encaminhado em 22 de março de 2019,  assinado por vereadores da Câmara Municipal de Porto Alegre e diversos cidadãos signatários.

Assine o abaixo assinado e junte-se a nós.

Jornal do Comércio - Protesto defende audiência pública sobre mina de carvão


Reprodução Jornal do Comércio [05/07/2019]

24 junho 2019

Agapan atua na luta contra a megamineração no RS



Em conjunto com diversas entidades gaúchas atentas aos perigos que representam a implantação de um polo carboquímico e diversos projetos de megamineração no estado do Rio Grande do Sul, a Agapan integra o Comitê de Combate à Megamineração no RS, lançado no último dia 18 de junho na sede do Cepergs, em Porto Alegre.  

Na ocasião, foi lançado o manifesto do Comitê. (Confira abaixo)


Confira mais informações nas notícias abaixo. (Obs. Todos os jornais foram informados previamente sobre o lançamento)

Comitê de Combate à Megamineração no RS é lançado com o apoio de mais de 50 entidades

Entidades lançam Comitê de Combate à Megamineração no Rio Grande do Sul

Comitê contra a megamineração no RS foi lançado na terça-feira


Manifesto do Comitê de Combate à Megamineração no Rio Grande do Sul: Sim à vida, não à destruição!


09 junho 2019

Eleições Agapan biênio 2019/2021: Comissão Eleitoral e início do processo eleitoral

No último dia 21 de maio, em reunião da Diretoria, foi instalada a Comissão Eleitoral para a Eleição da Diretoria e dos conselhos Superior e Fiscal, Gestão 2019/2021, integrada pelas associadas Adriane Bertoglio Rodrigues, designada como Secretária, e Ymara Menna Barreto, como Presidente da Comissão Eleitoral.

Nesta data, Dia Mundial do Meio Ambiente, esta Comissão, reunida, definiu que hoje inicia o processo eleitoral, para a Gestão 2019/2021,com inscrições a partir desta data (05 de junho de 2019), até o próximo dia 5 de julho, às 23h59min.

As chapas inscritas devem enviar os nomes completos e cargos para o e-mial da Presidente da Comissão: ymara.menna@gmail.com,conforme Regimento Eleitoral da Agapan,em anexo.

A Eleição será realizada no dia 18 de julho, às 19h, em local a ser confirmado e divulgado por e-mail e no blog da Agapan: www.agapan.org.br

Att.

Comissão Eleitoral

Eleições biênio 2019/2021


28 março 2019

Sebastião Pinheiro: os totens e os agrotóxicos

O auditório lotado assistiu a um Sebastião Pinheiro entusiasmado pela vida em uma noite memorável falando sobre agrotóxicos e seus malefícios presentes e futuros para a humanidade. E elogiando as grandes iniciativas locais, como por exemplo, a criação da Coolmeia, que viabilizou o grande crescimento dos alimentos com qualidade, orgânicos, no Rio Grande do Sul e o Brasil. 

O Agapan Debate da última segunda-feira (25), realizado no auditório da Faculdade de Arquitetura da Ufrgs, abordou o tema Agrotóxicos e seus Impactos na Sociedade. O que se viu foi um chamamento à participação de todos em uma sociedade que ama a humanidade e todos os seres vivos. Lembrou em vários momentos a importância da própria Agapan, criada em 1971, para a luta contra os agrotóxicos, agradecendo ela estar forte até os dias de hoje. 

O palestrante usou a imagens de totens indígenas para dizer que ‘agrotóxico’ pode ser entendido como um totem real nos dias de hoje - é inatacável, trata-se de uma crença, faz parte de uma religião em que as pessoas simplesmente acreditam ser inevitável. 

Sebastião foi duro ao verificar que a sociedade vive hoje alienada da forma de produzir sua alimentação. Citou o grande geógrafo Milton Santos: “A força da alienação vem de uma fragilidade dos indivíduos quando só conseguem identificar o que os separa e não os que os une. O mundo não é formado pelo que existe, mas também efetivamente pode existir”.

Francisco Milanez, presidente da Agapan, que conduziu a mesa dos trabalhos, disse que as pessoas não se dão conta que se pararem de consumir alimentos contaminados, em pouco tempo acaba o mercado dos agrotóxicos. 

Sebastião destacou que a estrutura mundial de poder, mercado e conhecimento está vinculado ao funcionamento de um grande complexo industrial militar. E que conhecimento para beneficiar a vida e a produção de alimentos com qualidade é de conhecimento de populações nativas há centenas de anos. No entanto, grandes empresas, como a Cargil, que detem 90% do fósforo mundial e controle sobre outros componentes básicos, manejam os mercados e o conhecimento de pesquisas em favor da vida de forma a obter para maiores rendas financeiras. Da mesma forma, ADM, Louis Dreyfus, Bunge e Nestlé. 

O pesquisador historiou a liberação cada vez em maior número de agrotóxicos no Brasil, chamando de marionetes da indústria do veneno os políticos e funcionários que liberam a comercialização destes produtos de circulação proibida ou bastante restrita em outros países. Eles fazem a adoração do agrotóxico, considerou. Citou que há casos de proibição da exposição do tema ‘agroecologia’ em institutos agrotécnicas e apoio à soja resistente ao glisofato até pela Embrapa (1998). 

Na palestra, ainda destacou opções de uso benéfico do pó de rocha na agricultura e outras práticas hoje utilizadas pela agroecologia familiar. 

Ao final, fez um chamamento à ação contra a prática da admissão pela nossa sociedade do alimento com agrotóxico. Embora sem venenos, a produção orgânica vendida em supermercados ao preço de ouro não é resultado da agroecologia – “apenas esta consegue oferecer preços viáveis e justos”. 

O vídeo integral da palestra estará disponibilizado em alguns dias no canal da Agapan no YouTube.


Lançamento do livro AgroEcologia 7.0
Na mesma noite, foi realizado o lançamento do livro “AgroEcologia 7.0”, de autoria do próprio Sebastião Pinheiro. Originado em uma primeira impressão mimeografada distribuída a mão em 1983, teve uma segunda edição ampliada em 1986, como nos anos seguintes. Agora, a edição comemora esta longa caminhada em 663 páginas.

Aponta o autor, na apresentação, que, graças ao livro, muitos passaram a desenvolver teses acadêmicas, muitas dezenas de empresas surgiram e foi abreviada a agonia da agricultura moderna, que “em estertores mudou seu nome para Agronegócios e busca desesperadamente hegemonia para o autoritarismo servil.”

A fila de autógrafos foi longa. A impressão de 1500 exemplares do livro tornou-se viável por meio do financiamento coletivo. Exemplares do livro podem ser adquiridos através do e-mail agroecologia7.0@gmail.com.



Prêmio Agapan de Ecologia
Durante a programação do Agapan Debate, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural ofereceu o troféu Padre Balduíno Rambo ao seu ilustre associado e palestrante da noite, Sebastião Pinheiro.

Sebastião Pinheiro, em um breve currículo, é técnico agrícola pela Unesp, Jaboticabal/SP, 1967; Engenheiro Agrônomo, Universidad nacional de La Plata (UNLP), 1973. Pós-graduado em Engenharia Florestal, na Escola Superior de Bosques, UNLP, Argentina, 1975. Foi delegado brasileiro no Codex Alimentarius das Nações Unidas em Haia, na Holanda. Pós-graduado em Toxicologia, Poluição Alimentar e Meio Ambiente na Bundesanstalt für Getreide-, Kartoffel- und Fettforschung (BAGKF), Alemanha, 1983. Investigou em Tucuruí o uso clandestino de herbicidas (Agente Blanco e Agente Laranja), em 1985. 
É autor e coautor de diversas publicações: “Agente Laranja em uma República de Banana”, “Biotecnologia: muito além da revolução verde” (por Henk Hobbleink, tradução e contribuição), “Agricultura Orgânica e Máfia dos Agrotóxicos no Brasil” (em parceria com Dioclecius Luz e Nasser Youssef Nasr); “Ladrões de natureza”; “Saúde no solo versus Agronegócios”. Traduziu de “Panes de Piedra” de Julius Hensel e “Húmus” de Selman Waksman. 
Em 1990, inicia os trabalhos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na Pró-Reitoria de Extensão Universitária e posteriormente no Núcleo de Economia Alternativa da Faculdade de Ciências Econômicas como enlace com os movimentos sociais (MPA, MST, MMC e outros) até sua aposentadoria.
Ativista científico em agricultura saudável, cromatografia de Pfeiffer e agroecologia camponesa.



Texto: João Batista Santafé Aguiar
Edição: Heverton Lacerda
Fotos: Sandra Mendes Ribeiro, Heverton Lacerda, Edi Fonseca