26 abril 2017

Agapan completa 46 anos de luta 100% voluntária

Fundada em 27 de abril de 1971, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) completa 46 anos de atuação 100% voluntária nesta quinta-feira (27). O aniversário será comemorado em Porto Alegre, no Boteco Matita Perê, a partir das 19h30, e reunirá associados, militantes, amigos da entidade e simpatizantes das lutas ambientais.

“Todos os anos, a Agapan homenageia associados que fazem parte da história da entidade e, neste ano, não será diferente e vamos homenagear três militantes ativos”, anuncia o presidente da Associação, Leonardo Melgarejo, ao citar, como homenageados deste ano, o sócio-fundador Alfredo Gui Ferreira, a ex-presidenta Edi Xavier Fonseca e a conselheira Zorávia Bettiol.


Compromisso e engajamento

Alfredo Gui Ferrreira é sócio-fundador da Agapan. Foi secretário da entidade no início da década 80, presidente de 2014 a 2015 e agora tesoureiro. Licenciado em Historia Natural pela Ufrgs (1964), mestre em Botânica (Ufrgs, em 1973), doutor em Ciências pela USP (1977) e pós-doutor pelo William Paterson College, NJ, USA (1981).”Com quase 100 trabalhos publicados em revistas nacionais e estrangeiras, me dediquei à fisiologia de plantas e à ecofisiologia, sendo autor de vários capítulos em livros”, destaca Alfredo, que organizou o livro “Germinação do básico ao aplicado”, publicado pela Artmed (2004). Ex-presidente da Sociedade Botânica do Brasil (1988-91), Alfredo também orientou mais de dez estudantes em doutorado e em torno de 30 em mestrado, tanto na Ufrgs, quanto na Universidade de Brasília e na Federal de São Carlos (SP).

Edi Xavier Fonseca atua no movimento ambientalista desde 1980, se tornando associada da Agapan a partir de 1982/83. É professora de Ciências Humanas da Rede Pública do RS. Formada em Ciências Sociais e pós-graduada em Geografia, na Agapan Edi foi tesoureira e presidenta por cinco gestões (de março de 1999 a agosto de 2009). Atualmente é membro do Conselho Superior da entidade. Entre as lutas, Edi destaca diversas manifestações de rua, contra as obras na Orla do Guaíba, pela não construção de um Centro de Eventos no Jardim Botânico, pela retirada do Mini-Zôo (da Redenção) da rua Paulo da Gama para o interior do Parque, por uma Reforma Agrária Ecológica, pelas Leis Orgânicas dos Municípios, arborização urbana, Plano Nacional e Estadual dos Resíduos Sólidos,combate à incineração de lixo, arborização urbana, Plano Diretor de Porto Alegre, Orla do Guaíba, transgênicos, agrotóxicos, celulose, queimadas, contra as barragens (hidrelétricas) e em diverso coletivos. Edi participou diversas vezes da Coordenação da Apedema (Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente) e representou a Agapan durante vários anos no Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) e no Conama (Nacional), neste, agregando as ONGs da região Sul do Brasil. Atualmente, Edi milita contra as extinções das fundações públicas do RS.

Zoravia Bettiol, artista plástica consagrada, diz ter herdado de seu pai, Sigefrido Bettiol, o respeito e o cuidado com a natureza “e os princípios de liberdade, responsabilidade e justiça social, que contribuíram na criação de minha estrutura como pessoa, cidadã e artista visual”. Para Zorávia, essas experiências e ensinamentos acabaram se transmutando em séries de gravuras, desenhos, pinturas, instalações e performances, que a tornam uma artista plástica única, cuja obra reflete os problemas ambientais e a importância da preservação da natureza. Esse foco ambiental teve início em 1983, quando contatou com Magda Renner e Giselda Castro (falecidas), da Ação Democrática Feminina Gaúcha (ADFG), e com José Lutzenberger e Augusto Carneiro, da Agapan. “Ao buscar subsídios e aprender com a experiência desses ecologistas, realizei, naquele período, a instalação Sobreviveremos?, além da série de desenhos Verde Que Te Quiero Verde”, conta, ao citar a inclusão de textos de personalidades como Mário Quintana, Roberto Burle Marx, Moacyr Scliar, Oscar Niemeyer, Luiz Fernando Veríssimo e Orlando Vilas Boas. A partir disso, Zorávia coordenou diversas instalações artísticas, inclusive no 1º Fórum Mundial em Porto Alegre e em São Francisco (EUA), de onde retornou no ano 2000. Depois de várias atividades votadas à educação e à inclusão social, em 2010 Zorávia começa a participar do Movimento em Defesa da Orla do Guaíba e integra a Comissão Pró-Museu das Águas de Porto Alegre (Musa). 

Na Agapan, Zorávia coordenou a mostra de artes visuais e literatura intitulada É Vida!, no Museu da Arte do Rio Grande do Sul (Margs), em 2016, que teve André Venzon como produtor cultural. “Mais recentemente, milito denunciando esse governo golpista e o retrocesso civilizatório que nosso país atravessa”, critica Zorávia. “Penso que a nossa luta atual, na Agapan, seja conseguirmos uma sede, mobilizar jovens para se associarem e ainda promover cursos para divulgar a importância do ambientalismo. Reafirmo que é um prazer muito grande conviver e aprender com os membros da nossa Associação, pois aliam qualidade profissional e experiência de vida com abnegação, coragem e luta pela preservação e melhoria de vida no nosso Planeta”, finaliza Zorávia. 

O Boteco Matita Perê fica na rua João Alfredo, número 626, na Cidade Baixa. A adesão para o aniversário de 46 anos da Agapan é individual.

05 abril 2017

Agapan debate cristianismo e natureza



“Cristianismo e Natureza, a posição da Igreja diante da degradação dos biomas brasileiros” foi o tema central do Agapan Debate realizado no dia 10 de abril no auditório da Faculdade de Arquitetura da Ufrgs. Para debater o tema, que contou com a mediação do conselheiro da Agapan Celso Marques, participaram o frei Luiz Carlos Susin e o jurista e procurador de Justiça aposentado Orci Paulino Bretanha Teixeira. Confira, abaixo, a gravação do evento.



Divulgação: Imprensa Agapan

06 fevereiro 2017

Temer antecipa 'pacote do veneno' e proíbe Anvisa de se manifestar sobre agrotóxicos - RBA

"Nós, ambientalistas, consideramos que esta decisão só poderia ser tomada em um governo que não tem compromissos com o futuro."

Confira aqui a reportagem da Rede Brasil Atual, que entrevistou o presidente da Agapan, Leonardo Melgarejo, sobre o tratamento que o governo federal tem dado em relação à liberação de agrotóxicos e falta de transparência nas informações prestadas ao público.
"... Melgarejo destaca a prevalência do viés comercial em detrimento da preocupação com a saúde nesse recorde de registros", informa a reportagem.

Confira e compartilhe.


29 janeiro 2017

“A natureza não vale nada para a direita”, afirma presidente da Agapan

Reportagem do Sul 21 / Stela Pastore

Foto: MST
“Até bem pouco tempo, grande parte da esquerda e direita estiveram alinhadas na destruição ambiental. Embora o movimento ambientalista tenha uma posição clara, e histórica, de rejeição da noção de crescimento a qualquer preço e se caracterize por posições de esquerda, ele, até aqui, não vinha sendo incorporado pelos programas da esquerda. Apenas recentemente, com a enorme crise ambiental e climática, a esquerda vem tomando, de forma majoritária, consciência da necessidade de incorporar a equação ecológica na discussão do desenvolvimento, e surgem abordagens e discursos importantes como o do ecossocialismo e do decrescimento. Já do lado da direita o que prevalece é uma crença arraigada de que a natureza não vale nada”. A avaliação é de Leonardo Melgarejo, presidente da Associação Gaúcha de Proteção Natural (Agapan), que participou de um debate, no Fórum Social das Resistências, sobre os retrocessos ambientais em curso no Brasil e a ignorância generalizada dos gestores sobre o tema.

10 janeiro 2017

Agapan assina carta que pede para suspender extinção de fundações

Foto: Edi Fonseca
Representada pelo presidente da entidade, Leonardo Melgarejo, e pelo atual tesoureiro e ex-presidente, Alfredo Gui Ferreira, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) endossou a Carta Aberta que apela ao governo do Estado para suspender o processo que visa extinguir importantes fundações do Rio Grande do Sul. A carta foi lida publicamente ontem (9) em evento realizado no Chalé da Praça XV, no Centro Histórico de Porto Alegre. O documento conta com 67 signatários originais, dentre os quais a artista plástica e conselheira da Agapan Zoravia Bettiol, Melgarejo e Ferreira, além de centenas de apoiadores. Também estiveram presente, prestigiando o evento, associados e integrantes da Diretoria e do Conselho da entidade.

Confira, abaixo, a lista com os nomes dos signatários originais:


12 dezembro 2016

Celebração do Dia do Bioma Pampa

Participe da Celebração Bioma Pampa, que será realizada no dia 16 de dezembro no Simpa (Rua João Alfredo, nº 61, Porto Alegre - RS), às 19h.







05 dezembro 2016

A importância de preservar a Fundação Zoobotânica do RS

Saiba o que está em risco com a extinção proposta pelo Governo Sartori.



Fornecimento de veneno para produção de soro antiofídico 
A FZB é a única instituição do sul do Brasil fornecedora de veneno para produção de soro antiofídico e para prospecção de princípios ativos com potencial medicinal. O NOPA (Núcleo de Ofiologia de Porto Alegre) da FZB mantém um serpentário com cerca de 400 serpentes, sendo referência nacional no manejo desses animais em cativeiro.

Lista de espécies ameaçadas de extinção
De acordo com o Decreto 51.797/2014, é incumbência da FZB coordenar a elaboração da lista das espécies da flora e da fauna ameaçadas de extinção no Rio Grande do Sul. Nenhum outro órgão público do Estado possui corpo técnico de especialistas capaz de exercer este papel.

Elaboração dos laudos paleontológicos
Conforme a legislação vigente, é atribuição exclusiva da FZB a elaboração dos laudos paleontológicos exigidos em processos de licenciamento ambiental nas dezenas de municípios com potencial para abrigar sítios paleontológicos.

Pesquisa e monitoramento da biodiversidade
A FZB é a única instituição pública do Estado que executa pesquisa e monitoramento da biodiversidade com a finalidade de subsidiar as políticas públicas estaduais de gestão e planejamento ambiental, conservação da natureza e uso sustentável dos recursos naturais, mantendo um corpo técnico altamente qualificado, formado por especialistas nos mais diversos grupos da fauna e da flora.

Banco de sementes 
A FZB, por meio do seu Jardim Botânico, mantém banco de sementes representativo da flora de todo o Rio Grande do Sul, para fins de pesquisa e melhoramento do manejo de sementes visando ao repovoamento e à restauração de ambientes degradados.

Acervos vivos de espécies da flora raras 
A FZB é o único órgão no Estado que mantém acervos vivos de espécies da flora raras, endêmicas e/ou ameaçadas de extinção, cujo resguardo requer cuidados e manejo especializados.

Monitoramento da qualidade do ar 
A FZB é o único órgão público estadual que realiza o monitoramento da qualidade do ar utilizando organismos vivos como indicadores de índices de poluição atmosférica.

Laudos para detectar florações de algas tóxicas 
A FZB realiza laudos para detectar florações de algas tóxicas em reservatórios de abastecimento de água à população e outros mananciais, atendendo demandas de prefeituras e órgãos públicos.

Diretrizes de gestão, planejamento e licenciamento ambiental
A FZB é o único órgão público do Estado comprometido com a Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental na elaboração de instrumentos e diretrizes de gestão, planejamento e licenciamento ambiental, a exemplo dos zoneamentos para as atividades de silvicultura e instalação de parques eólicos, do estabelecimento de conceitos técnicos para aplicação na implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), de diretrizes para o controle de javalis e outras espécies exóticas invasoras e do desenvolvimento do Sistema Integrado de Regularização Ambiental (Siram), que irá agilizar e qualificar os procedimentos de autorização e licenciamento ambiental no Estado.

Treinamento da Polícia Ambiental
A FZB oferece treinamentos específicos no manuseio de animais silvestres e peçonhentos a agentes de fiscalização da Polícia Ambiental do Estado e de outros órgãos públicos de controle, assim como a criadouros de animais.

Fonte: Imprensa Agapan com informações da FZB


O QUE MAIS A FZB FAZ:

24 outubro 2016

Democracia e alternativas ambientais são temas do próximo Agapan Debate


"Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações." 

Confira, aqui ao lado, o vídeo com a gravação do Agapan Debate realizado no dia 07 de novembro.


10 outubro 2016

Os agrotóxicos e a conversa fiada

O jornal Correio do Povo publicou, no dia 10 de outubro, artigo do presidente da Agapan, Leonardo Melgarejo, contrapondo afirmações - publicadas no dia 15 de setembro no mesmo jornal - do presidente da Aprosoja, que tenta convencer os consumidores de que os agrotóxicos são benéficos à saúde. 

Cabe ressaltar que dados oficiais informam que o uso de agrotóxicos tem aumentado muito no Brasil nos últimos anos. Da mesma forma, casos de câncer e suicídios de produtores que utilizam venenos agrícolas na produção são cada vez mais frequentes nos noticiários.

Notícia relacionada:

Estudos relacionam uso de agrotóxicos com suicídio de agricultores


Confira, abaixo, as reproduções dos dois artigos.

Jornal Correio do Povo - 10 de outubro de 2016

05 outubro 2016

Exposição no Margs marca os 45 anos da Agapan

A abertura será nesta quinta-feira, às 18h30.


A mostra, com curadoria de André Venzon, reúne mais de 100 artistas visuais e escritores com obras em aquarelas, desenhos, pinturas, gravuras, fotografias, arte digital e textos poéticos. 

A exposição pode ser visitada até 13 de novembro de 2016, nas galerias Ângelo Guido e Pedro Weingartner, com entrada franca.
Visitas mediadas podem ser agendadas pelo e-mail educativo@margs.rs.gov.br.