23 junho 2016

Sema e Fepam devem ser independentes

Na edição desta quinta-feira do Jornal do Comércio, o presidente da Agapan, Leonardo Melgarejo (foto), afirma que a "a Fepam deveria ser comandada por alguém da área, um técnico, um profissional de carreira, que respondesse pelos possíveis erros da instituição e apontasse equívocos em outras áreas". Confira a íntegra da entrevista, que também apresenta a versão da secretária Ana Pellini, aqui.

Vandana Shiva e a Batalha das Sementes

Como a imensa diversidade alimentar do planeta, mantida pelos agricultores por milênios, é ameaçada por empresas como a MonsantoQuais as possíveis resistências.


Por Vandana Shiva | Tradução: Inês Castilho

O 22 de maio foi declarado Dia Internacional da Biodiversidade pela ONU. Isso oferece oportunidade de tomar consciência da rica biodiversidade desenvolvida por nossos agricultores, como cocriadores junto à natureza. Também permite tomar conhecimento das ameaças que as monoculturas e os monopólios de Direitos de Propriedade representam para nossa biodiversidade e nossos direitos

Assim como nossos Vedas e Upanishads [os textos sagrados do hinduísmo] não possuem autores individuais, nossa rica biodiversidade, que inclui as sementes, desenvolveu-se cumulativamente. Tais sementes são a herança comum das comunidades agrícolas que as lavraram coletivamente. Estive recentemente com tribos da Índia Central, que desenvolveram milhares de variedades de arroz para o seu festival de “Akti”. Akti é uma celebração do convívio entre a semente e o solo, e do compartilhamento da semente como dever sagrado para com a Terra e a comunidade.

19 junho 2016

Escritor de A Fraude da Celulose visita Guaíba

Víctor Bacchetta - Foto: Imprensa Agapan
A convite da recém fundada Associação Comunitária do Balneário Alegria (ABA), o jornalista e escritor uruguaio Víctor Bacchetta, 73, autor de obras como A Fraude da Celulose e Aratiri y Otras Aventuras, esteve visitando a cidade de Guaíba (RS) neste sábado (18). A Agapan e a Associação Amigos do Meio Ambiente (AMA), de Guaíba, acompanharam a visita.

Referência no jornalismo ambiental, Bacchetta veio ao Estado a covite do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGCom/Ufrgs). No dia 14, palestrou em uma edição do evento Terça Ecológica, promovido pelo Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul. Nos dias 15 e 16 integrou a programação da jornadas de estudos sobre Jornalismo e Conflitos Ambientais.
Esta não é a primeira vez que o escritor veio a Porto Alegre. Em 2008, palestrou durante o lançamento do Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente (Mogdema), realizado na Assembleia Legislativa do RS. 

Para a Agapan, todas as iniciativas que tenham o objetivo de conscientizar a população sobre os perigos que ameaçam o ambiente natural e, consecutivamente, a vida merecem o apoio da entidade.

Conhecendo Guaíba

15 junho 2016

Guaíba | Moradores criam associação para se defenderem dos impactos de fábrica de celulose


Moradores vistoriam as margens do Guaíba, ao fundo da fábrica de celulose 
Foto: Arquivo ABA
No dia 4 de junho deste ano, um grupo de moradores da cidade de Guaíba (RS) fundou a Associação Comunitária do Balneário Alegria (ABA). 

Entre as finalidades descritas no Artigo 2º do Estatuto Social da entidade, consta a "defesa da habitação dos moradores da área de abrangência da Associação". O artigo também apresenta o objetivo de promover a defesa do meio ambiente e, em seu parágrafo único, "auxiliar a desenvolver um projeto sustentável, sem exploração e alternativo ao modelo econômico social".

Confira a entrevista com a presidente da Associação Comunitária do Balneário Alegria, Cristiane Montemezzo Simões.

10 junho 2016

Agapan lança troféu de ecologia em homenagem a Padre Balduíno Rambo

Ludwig Buckup relata convivência com padre Rambo

A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) comemorou o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, lançando o Troféu de Ecologia Padre Balduíno Rambo. A cerimônia aconteceu na última segunda-feira (06/06) no auditório do Museu de Ciências Naturais do Colégio Anchieta, com a presença de terceiristas, professores, representantes de centros acadêmicos e ambientalistas. A primeira edição do prêmio ocorrerá daqui a um ano, também na Semana do Meio Ambiente.

Zoravia Bettiol
O obra que representará a premiação será criada pela artista plástica e conselheira da Agapan Zoravia Bettiol e é a homenagem que a Agapan faz a padre Balduíno Rambo, um dos maiores intelectuais gaúchos, cientista, ambientalista e historiador, que trouxe à luz da botânica diversas espécies novas da flora gaúcha.

"A ideia é recordar o padre Rambo, nosso primeiro grande naturalista, que deixou ensinamentos que associam ecologia a valores éticos e morais", explica o presidente da entidade, Leonardo Melgarejo, que conduziu a cerimônia de lançamento do Troféu. "Queremos homenagear pessoas que sirvam de símbolo, como o padre Rambo serviu para a criação da própria Agapan, e incentivar a produção de estudos e trabalhos nessa área", aponta Melgarejo, ao destacar que, cabe à Agapan, além da confecção do troféu, a escolha das personalidades a serem premiadas e o planejamento, organização e divulgação dos eventos de premiação.


LEGADO

06 junho 2016

Agapan debate os desafios atuais da proteção ambiental

No dia 13 de junho de 2016, o Agapan Debate abordou o tema Desafios atuais da proteção ambiental: Legislação e Gestão
Os debatedores foram Annelise Monteiro Steigleder (MP/RS), Beto Moesh (Agapan) e Clebes Pinheiro (Fepam).

Confira o vídeo do evento aqui.

03 junho 2016

Artigo | A máscara da resiliência


Colocaram lenha na fogueira e continuam alimentando o fogo. O clima está esquentando e as previsões, segundo o professor de Climatologia da Ufrgs Francisco Aquino, é que o aquecimento global seja ampliado nos próximos anos, trazendo mais eventos severos como o que ocorreu em Porto Alegre em 29 de janeiro.

Há meio século, ao menos, os avisos sobre a interferência das atividades humanas no clima do Planeta já chamavam a atenção para o que está ocorrendo hoje. Mas, seguindo uma lógica que se negava - e ainda se nega - a rever o atual modelo de desenvolvimento mundial, muitos desses avisos foram desprezados, até ridicularizados. Mais 50 anos serão necessários para que essa situação se reverta, “se iniciarmos o processo ainda hoje”, disse o Dr. Aquino na audiência pública realizada no dia 5 de maio na Assembleia Legislativa do RS. Mas o fato mais alarmante é que daqui a 20 anos os eventos climáticos extremos estarão mais frequentes e catastróficos aqui no Rio Grande do Sul. Não se trata de simples alarmismo, da mesma forma que não era há cinquenta anos.

Muito já foi dito sobre o fato de serem os mais pobres os que mais sentiriam os impactos das mudanças climáticas, visto que têm menos recursos econômicos para se protegerem. É nesse ponto que entra a nova onda que vem sendo utilizada para mascarar o problema e aparentar proatividade política: o nome pomposo é “Resiliência”. Na verdade, não passa de um aviso de “aguenta as pontas, porque seguiremos poluindo e aquecendo o planeta”. Ou seja, para não mudar o atual modelo social ecocída, criam subterfúgios eufemísticos, apostando, como sempre, que o povo é bobo e vai continuar sendo iludido com discursos limpos e ações sujas. Uma das grandes incentivadoras dessa estratégia global de “Cidades Resilientes” é a Organização das Nações Unidas, que afirma em seu Guia para Gestores Públicos Locais: “Climas extremos e alterados, terremotos e emergências decorrentes da ação humana estão crescentemente pressionando as pessoas e ameaçando a prosperidade das cidades”. Temos que mudar esse sistema social injusto e perverso, sob o risco de vivermos sempre curvados aos interesses das elites econômicas mundiais. 

Heverton Lacerda
Jornalista e secretário-geral Agapan

25 maio 2016

Artigo | Agroecologia e Transgênicos - mitos e tarefas

Por Leonardo Melgarejo*

Na natureza não existem espécies campeãs. Portanto, as monoculturas extensivas são antinaturais. É por isso que elas exigem uma luta permanente.

A agroecologia – uma introdução ao tema

Entre os anos 1980 e 2010 a temperatura do planeta subiu quatro graus (IPEA, Os desafios do desenvolvimento 2013. Ano 10, n.77, p. 70). Com isso a vida que conhecemos resulta ameaçada, e se aceleram os debates sobre a necessidade de reformulação no modelo de desenvolvimento dominante. Uma das certezas, neste tempo de crises, é que são necessárias relações menos deletérias, entre as atividades humanas e a capacidade suporte dos ecossistemas. Afirma-se: a humanidade precisa acordar, antes que seja tarde.

Reside aí o principal argumento para maiores apoios ao desenvolvimento da agroecologia. Ela mostra que em defesa da vida precisamos superar a idéia tola de que homem está acima da natureza. Ela lembra que os processos de exploração da natureza devem aprender com as leis naturais, ou não terão futuro.

Na natureza não existem espécies campeãs. Portanto, as monoculturas extensivas são antinaturais. É por isso que elas exigem uma luta permanente, contra a natureza. E se nesta luta usamos armas químicas, que envenenam o solo, a água e o ar, se faz evidente que os interesses associados a colheita das safras do presente comprometem o solo, o ar, a água e também as safras do futuro.

11 maio 2016

Agapan participa de abraço ao Cais

No dia 7 de maio, sábado, a Agapan participou do abraço ao Cais Mauá, que foi realizado no Centro Histórico de Porto Alegre e contou com a participação de 120 pessoas, segundo os organizadores.

Foto: Jacque Custodio
Ao lado de integrantes de movimentos como o Cais Mauá de Todos, Ocupa Cais Mauá, Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente (Mogdema) e da Frente Parlamentar e Social por um Cais Mauá de Todos, a Agapan destacou a ocorrência de irregularidades no processo de licitação e as ações judiciais estabelecidas para barrar projeto. O vice-presidente da entidade, Roberto Rebes, lembrou do tradicional compromisso da Agapan com a defesa da orla do Guaíba. Salientou, ainda, que "a crise econômica, derivada da crise politica criada pelos interesses antidemocráticos que estão por trás da obra, agora alcançou o consórcio Porto Cais Mauá do Brasil e também está contribuindo para inviabilizar aquele projeto que não interessa em nada para os cidadãos de Porto Alegre". Rebes também destacou a participação da Agapan junto ao coletivo A Cidade que Queremos e convidou para a audiência pública que será realizada no dia 19 de maio (corrigido) na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Confira aqui o evento no Facebook e confirme a sua presença. 

Nos links abaixo, confira outras matérias sobre o assunto no portal do Jornal JÁ.



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Comentário
Em Porto Alegre, alguns vereadores, o prefeito e o vice incentivam a política de "+ carros + congestionamento + poluição". Projetos que estimulam o convívio social e mais harmonia nos bairros não são aprovados. O que querem, afinal, esses políticos que trabalham para tornar a cidade cada vez mais inabitável? (Heverton)

Imprensa Agapan